Ninguém sabe direito quando surgiu o futebol, mas uma coisa é certa: há muito tempo o homem tem o hábito de chutar objetos!
Afinal, quem nunca deu um pontapé em uma pedra? Mas, se o negócio é datar, há registros de um jogo chamado kemari, criado em 4500 a.C. no no Japão. Na época dos imperadores Engi e Menrei, os nobres praticavam o kemari em volta das cerejeiras.
A bola era feita com fibras de bambu e era tocada com as mãos e com pés, mas não era uma competição e o objetivo principal era não deixar a bola cair no chão. Os orientais pareciam gostar mesmo de bater uma bolinha: em 2.500 a.C., os chineses praticavam um jogo muito parecido com o futebol, o tsu-chu ("golpe na bola com o pé").
O jogo era uma maneira que o imperador Huang Tsé inventou para treinar seus soldados: eles tinham que passar a bola, que tinha capim dentro, entre duas estacas cravadas no chão, com dez metros de distância uma da outra.
No século I a.C. surge em Esparta, na Grécia, o epyskiros: um jogo que consistia em chutar uma bexiga de boi cheia de areia por equipes de quinze atletas.
No começo da era Cristã é a vez dos romanos: eles inventam o harpastum, um jogo violento muito apreciado pelo Imperador Júlio César. No harpastum, o campo era retangular com áreas demarcadas que definiam as posições dos jogadores de ataque e defesa.
O objetivo era divertir e, ao mesmo tempo, manter a boa forma dos soldados. Só que a violência era tanta que muitos jogadores ficavam feridos e até morriam!
UM DIA BEM BOLADO
Em outubro de 1848, vários colégios reuniram-se no Trinity College, em Cambridge, e estabeleceram um código único de regras que serviu de base às leis atuais do futebol: as quatorze regras de Cambridge.
Muita gente não sabe, mas o dia 26 de outubro de 1863 é considerado o dia da criação do futebol! Aliás, foi nesse ano que os representantes dos clubes de futebol ingleses, após seis reuniões na Freemason's Tavern, em Londres, fundaram o The Football Association.
A Associação redigiu um código com 13 regras que foram sendo modificadas até chegar ao número de 17.
Só em 1870 é que os times passaram a ter oficialmente 11 jogadores em campo. A primeira partida entre seleções nacionais foi em 1872: Escócia x Inglaterra. O jogo foi lá em Glasgow, na Escócia, e teve um público de 3500 espectadores, que não devem ter ficado muito satisfeitos com o resultado de 0 a 0!! O futebol profissional começou em 1885 na Inglaterra.
Ninguém sabe se os índios brasileiros chutavam côcos, mas todos devem saber quem trouxe, de fato, o futebol para o Brasil, não é? Em 1894, um paulista descendente de ingleses e escoceses retornava da Inglaterra depois de passar 10 anos estudando por lá… Quem será?
Charles William Miller, é claro! E ele não voltou da Inglaterra de mãos vazias, não! Em sua bagagem havia 2 bolas de couro da marca Shoot, uma agulha, uma bomba de ar, dois uniformes e livros de regras.
O "pai do futebol brasileiro" jogava no time inglês Southampton: ele era artilheiro nos jogos oficiais de seu colégio. E marcou 41 gols em 25 partidas!
A primeira partida de futebol brasileira foi disputada no dia 14 de abril de 1895 na Várzea do Carmo, em São Paulo. Quer saber o resultado desse jogo? São Paulo Railway (time de Charles Miller) 4 x Companhia de Gás 2! A partida agradou tanto que, em pouquíssimo tempo, foram fundados diversos clubes na capital paulista: o time da colônia inglesa era o São Paulo Athletic; o Germânia foi fundado pelo alemão Hans Nobiling; o Internacional foi criado por uma parte dos fundadores do Germânia; já o Mackenzie foi o primeiro clube formado exclusivamente para a prática do novo esporte.
No ano de 1901, foi criada a Liga Paulista de Futebol e, logo no ano seguinte, foi realizado o primeiro Campeonato Paulista. O time de Charles Miller, São Paulo Athletic, era um sucesso e foi tricampeão paulista nos anos de 1902, 1903 e 1904. Charles Miller foi o líder da equipe até 1910 e, depois, trabalhou durante um certo tempo como árbitro.
Mas não foi só Charles Miller que colaborou com o futebol brasileiro...
E O FUTEBOL SE ESPALHA PELO PAÍS
Assim como Charles Miller, Oscar Cox também era filho de ingleses e estudou fora do Brasil. Após uma temporada de estudos na Suíça, Cox voltou ao Brasil, em 1896, para mostrar aos cariocas o esporte que estava fascinando os europeus.
Juntou alguns amigos e fundou o Rio Team.
Em 1901, Cox organizou os primeiros jogos entre paulistas e cariocas. Foram duas partidas realizadas em São Paulo que terminaram empatadas: a primeira terminou em 1x1 e a segunda em 2x2. Em 21 de julho de 1902, ele fundou o Fluminense Futebol Clube, campeão do primeiro Campeonato Carioca, realizado em 1906. Os times foram se organizando e, de 1910 a 1919, quase todos os estados brasileiros já tinham seu campeonato e sua federação. Em 1914, foi criada a Federação Brasileira de Sports. Ela teve uma vida bem curtinha e, em 1916, já foi substituída pela Confederação Brasileira de Desportos (C.B.D), que cuidava também de outros esportes, como remo, natação e atletismo. Depois disso, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) assumiu a batuta só para o futebol, em 24 de setembro de 1979.
Em 1923, a C.B.D. organizou o primeiro campeonato brasileiro entre os times estaduais. Quem ganhou foi o São Paulo.
É só falar em um craque com as pernas tortas para que todo mundo se lembre do Garrincha, não é? Mas Manuel Francisco dos Santos era mais que um craque: era um gênio do futebol! "O anjo das pernas tortas" e "Mané Garrincha" eram os dois apelidos mais famosos.
Nascido no dia 28 de outubro de 1933 em Pau Grande, no Rio de Janeiro, Garrincha veio de uma família muito pobre e tinha 15 irmãos! Considerado uns dos melhores pontas-direita de todos os tempos, ele começou no time do Botafogo aos 19 anos. Se você um dia puder ver um vídeo dos jogos de Garrincha, vai rachar de tanto rir: ele era um demônio no campo, e os zagueiros simplesmente caíam sentados a cada drible!
Em 1955 entrou para a Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo de 1958 com a camisa 11. Adivinha o que aconteceu? O Brasil conquistou sua primeira Copa! E o mesmo aconteceu na Copa de 1962, dá para acreditar? O Mundial de 66 foi o último de Garrincha, mas ele não conseguiu levar a taça dessa vez...
A partir do ano de 1963, Mané Garrincha começou a se envolver com o álcool e, para piorar a situação, teve um problema no joelho esquerdo que foi afastando, aos poucos, o craque do futebol. Em 1973, o anjo das pernas tortas pendurou as chuteiras e se entregou à bebida. Morreu em 20 de janeiro de 1983 deixando muitos fãs tristes... Mas há ainda quem espere por um jogador tão carismático como o anjo Garrincha!
Em 23 de outubro de 1940, na cidade de Três Corações, Minas Gerais, nasceu o maior jogador de futebol de todos os tempos. O menino talentoso chamado Edson Arantes do Nascimento sempre atraiu a atenção dos outros garotos (e também dos adultos) pelo seu jeito de jogar bola. Parecia que ele já tinha aprendido a jogar antes de nascer.
Quando sua família se mudou para a cidade paulista de Santos, a carreira de Pelé deslanchou. Ele virou titular do Santos Futebol Clube aos 16 anos, em 1956, e foi convocado para a Copa do Mundo de 1958, quando ganhou seu primeiro título mundial. Aos 17 anos, começava a se tornar um mito.
Ao todo, Pelé marcou 1.281 gols em sua carreira. Um recorde que está longe de ser batido por outro jogador. Na seleção brasileira, ele participou de 92 jogos e marcou 95 gols. Jogou até como goleiro uma vez, quando seu colega de time foi expulso e as substituições não eram permitidas.
Mesmo quando encerrou sua carreira, em 1977, depois de jogar no time americano Cosmos, Pelé nunca abandonou o futebol. Em 1994, ele foi nomeado Ministro Extraordinário dos Esportes no país. Desde então, mesmo fora do governo, vem tentando ajudar a melhorar a situação dos atletas por aqui, tanto os profissionais como amadores.
Sabe aquelas histórias de pessoas que dão tudo de si para conquistar um objetivo? Pode-se dizer que a história do Zico é assim. Nascido na capital do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1953, Arthur Antunes Coimbra era chamado de Arthurzinho, Arturzico até que virou Zico!
Aos 14 anos, Zico apresentou-se ao Flamengo, mas como era um garoto muito pequeno e fraquinho (ele tinha 1,55m e pesava 37kg), acabou não empolgando muito o treinador da época: Don Fleitas Solich. Mal sabia ele que Zico iria tornar-se um marco na história do time rubro-negro!
Mas a verdade era que, apesar do físico não ser dos melhores, o garoto era um jogador muito bom, e por isso ele ganhou uma chance! Zico não desperdiçou a oportunidade: tomava vitaminas, passava um tempão alongando os músculos e pulando para estimular o crescimento, pode? Com toda essa determinação, em 1971, Zico passou a fazer parte do time profissional, e no ano seguinte conquistou o Campeonato Carioca!
Em 1978, Zico participou de sua primeira Copa do Mundo (ele disputou os Mundiais de 78, 82 e 86). Apesar de ter sido um jogador brilhante durante os jogos, não conseguiu levar nenhuma taça para casa. Na Copa de 86, Zico perdeu um pênalti contra a França, que poderia ter dado o título ao Brasil... Mas craque que é craque não se deixa abalar, e Zico disse o seguinte: "como no Brasil nós gostamos de arrumar um culpado, essas coisas negativas marcam muito. Você faz 300 gols de pênalti, perde um e é esse que marca."
E Zico tem muita moral para dizer isso, já que é o segundo artilheiro na história da Seleção Brasileira: fez 68 gols em 94 jogos! Acima dele, só Pelé com seus 97 gols, em mesmo número de partidas!
Pensa que a história termina aí? Que nada! Zico deixou seu legado até do outro lado do mundo...
Em 1991, Zico aceita a proposta de um time japonês e vai ensinar e jogar futebol em um time chamado Sumimoto, que depois mudaria para Kashima Antlers. Zico foi o responsável pela implantação do futebol na terra do sol nascente e, com isso, tornou-se um grande ídolo.
Finalmente em 1994, Zico decide encerrar definitivamente sua carreira em uma partida que jogou pelo Kashima contra o Flamengo. Assim, o craque voltou para o Brasil e fundou seu próprio time: o CFZ Rio de Janeiro.
Tá bom! É verdade! Não vamos negar!
Somos um bando de Fominhas, frustrados por nossas inglórias carreiras nunca terem dado certo.
Conclusão: Viramos todos um bando de pretensos comentaristas esportivos.
Sim, adoramos dar pitacos, falar mal dos outros e, poucas e raras vezes, bem de alguém. Usamos nossa bola de cristal para fazer todos os prognósticos possíveis e imaginários…
Namoradas e esposas? As temos, por incrível que pareça.
Alguns de nós nem sabe como, mas as temos e elas nos agüentam sim. Almoço em família, jantar com os amigos, aniversário da avó. Sem crise, vamos a todos! Desde que não seja às quarta à noite, aos sábados e nos domingos devido às transmissões da tv.
Nos outros dias tudo tranqüilo!
Esse é o perfil de um Fominha, se você vê alguma semelhança sua com o texto, meus parabéns! Seja bem vindo ao Fominha o blog que tem fome de gol!
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Chega de bola quadrada!
BOLA CHEIA
Sapo, esse é o nome da fera! Com seu time o Impérios F.C. o cara já faturou dois meses e de quebra foi campeão do primeiro turno na nossa Liga. Esse é o homem a ser batido rsrs...
BOLA MURCHA
Não tem pra ninguém, o bola murcha continua sendo o meu time na liga, o Internauta Flu. O criador deste blog (EU), não consegue encostar na turma lá de cima da tabela e nem aparece mais entre os 10... Que fase!